Foi retomada nesta sexta-feira (12) a negociação dos trabalhadores com o Governo para recuperar as perdas salariais acumuladas em 11,82%. O parágrafo segundo do Acordo Coletivo diz o seguinte: “as fundações, desde que alcançados os resultados fiscais (déficit zero) no bimestre anterior, devidamente comprovado através de demonstrativos da Secretaria da Fazenda, se comprometem a negociar, em março de 2010, índices inflacionários pendentes, hipótese em que será fixado um calendário de pagamento”. O saldo foi positivo nos meses de janeiro e fevereiro para as contas do Estado. Por isso os trabalhadores estão confiantes que o governo cumpra com o seu compromisso.
Na abertura da reunião, os representantes do Grupo de Assessoramento Especial para Política de Pessoal (GAE) apresentaram uma proposta: acabar os 11,82% pendentes com os trabalhadores em troca de incorporar os 15 vales como benefício permanente da Convenção Coletiva (que equivale a 3,61%) e mais 4%, a partir de 1º junho. Neste cenário os trabalhadores teriam uma perda de quase 4%, sem chances de serem recuperadas.
Após um intervalo, o Semapi respondeu que não aceita quitar os 11,82% por valor menor que o devido. “Não abrimos mão do que é nosso direito”, disse Mara Feltes, diretora do Semapi. Os representantes do GAE ficaram de analisar a situação. Nova reunião ficou marcada para a próxima sexta-feira (19), às 15h, na sede do Sescon.
Fonte: Daniel Hammes/ Engenho Comunicação & Arte.
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